sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Brasil sente falta de grandes projetos, com qualidade

Será que temos maturidade para realizar além do estádio ? O estádio é um grande projeto, de uma forma ou de outra vai sair, mas e as outras obras de infraestrutura? Essa é a pergunta que fazemos todo santo dia, desde o anúncio do País para sediar a Copa 2014.

Ontem no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos-SP, estava com meu filho de 7 anos, retornando para Salvador. Lugar para sentar ? não. Banheiro lotado? Sim.  Aquela fila enorme na lanchonete, que desanima qualquer ser humano? Sim. Tinha papel no banheiro? Não.

É esse o problema. Além do estádio, como construir um aeroporto decente, que não servirá apenas para a Copa, mas para o dia-a-dia do brasileiro, que faça a economia do país girar? 
Qual a melhor alternativa de mobilidade urbana para aquela cidade? Metrô, VLT, ônibus. Será que o profissional que esta elaborando o projeto, reunindo equipes, escolherá o melhor modelo para aquela cidade e as suas necessidades? Esse transporte vai passar pelos pontos críticos da cidade e atender a demanda da população?
Vem cá, existe um plano integrado, Federal, para energia ? Quantos apagões aconteceram nos últimos 10 anos? Cada cidade que faça o seu projeto e que sofra os benefícios e os malefícios, sem pensar em um plano integrado, Brasil?
Já deveríamos ter respostas para essas questões mas o que se vê, de fato, é um ou outro caso de sucesso e muitas indefinições.
Queremos uma grande obra? Sim, mas que faça sentido no contexto e que traga benefícios reais. Queremos que o melhor especialista participe do projeto, que faça bem feito. Chega de “emendas”, “puxadinho”. Dinheiro não falta.
Aliás, falando em investimento, conversando recentemente com um diretor de um banco do nordeste, ele apontou um tema interessante. Hoje, tanto o setor privado, e ainda mais o público, não sabe elaborar projetos, e pior, não tem a real noção das necessidades da cidade, da população. Pior, os fornecedores não conseguem traduzir as necessidades em soluções. 

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