terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cambista Virtual - a nova onda no Brasil



O assunto é antigo.  Quem vai curtir um jogo em estádio, um show, um evento esportivo, sabe...sempre tem um "fulano" oferecendo ingresso para qualquer setor, com bilheteria aberta ou fechada. É inacreditável. Dependendo da importância do jogo pode valer o dobro, triplo ou até mais...

Se tem limite de venda para o torcedor, quem explica 10, 20, 30 ingressos na mão dessa gente ? 

As autoridades tomam alguma atitude quando tem jogo decisivo, quando tem muito torcedor olhando, exposição na mídia...

Os 2 lados da moeda:
1) cidadão que arruma um "jeitinho" para driblar a fiscalização e ganhar um "dinheirinho" fácil;
2) Como tantos ingressos vão parar na mão do cambista antes mesmo da venda oficial ?

Nada "cai do céu"... não tem passe de mágica ... não tem doação. 

Vejam essa matéria: CBF EXPLICA BILHETES COM OS CAMBISTAS.

Jornal de Hoje ? Não.


Jornal O Lance, quarta-feira, 5 de julho de 2006. A matéria comenta sobre um grupo de torcedores revoltados que pagaram ingressos majorados para assistir aos jogos do Brasil na Copa da Alemanha. A revolta foi maior porque os ingressos continham o logotipo da CBF. 

A resposta da entidade é a mesma "desde os primórdios até hoje em dia": todos os bilhetes estavam numerados, o destino dos ingressos era vigiado, agências oficiais que receberam, blá, blá, blá.

O Fato é que a matéria de 2006 se repete hoje em 2011.
Para um país que irá sediar a Copa é um problema com grande "dose" de impunidade e uma análise profunda sobre a maneira de agir da população: se tem alguém que compra, tem alguém que vende. É exatamente o que acontece com PRODUTO PIRATA.

Houve uma alteração no Estatuto do Torcedor, Lei 12.299/10 de 27 de julho de 2010 que diz claramente:

Art. 41-F. Vender ingressos de evento esportivo, por preço superior ao estampado no bilhete: 
Pena - reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa
Art. 41-G. Fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda por preço superior ao estampado no bilhete: 
Pena - reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa

No Rock in Rio um homem foi preso em flagrante com 30 ingressos para o evento. Ele comprou os bilhetes por R$ 142 e vendia na internet por R$ 450.

Uma busca simples na internet mostra que a fiscalização funciona apenas nos grandes eventos e que o cambista é uma figurinha carimbada em todos os jogos, shows e eventos, de pequeno, médio e grande porte. Em qualquer lugar, a qualquer hora.


Criamos uma nova profissão no Brasil:  O CAMBISTA VIRTUAL
http://oglobo.globo.com/cultura/rockinrio/mat/2011/05/11/cambistas-virtuais-ja-anunciam-ingressos-para-rock-in-rio-com-agio-de-ate-480-924431824.asp

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