Em um primeiro momento tudo parece que vai melhorar.
Engana-se quem pensa dessa forma.
São 23 anos à frente da CBF, Confederação que comanda o futebol mais talentoso do mundo, mas que vive se atrapalhando no jogo político e cercado de decisões emocionais da "velha guarda", formada por torcedores apaixonados por seus clubes.
Não acredito em uma grande mudança com a saída do Ricardo Teixeira. E vamos ser sinceros. Como em toda administração ou gestão, coisas boas aconteceram, e ruins também. Com Ricardo Teixeira vencemos 5 Copas América e 2 campeonatos mundiais. Com ele, instituiu-se os pontos corridos no Brasileirão, adorado por uns, odiado por outros, mas que trouxe mais organização e ajudou financeiramente muito clubes.
O preço que Ricardo Teixeira pagou foi o tempo permanecido em uma Confederação que mexe com a emoção do povo Brasileiro. Foram 23 anos. Tempo demais !!! Você cria vícios e vínculos por muito tempo.
Lembro que, após o fracasso da Copa da África, em uma entrevista, Ricardo Teixeira foi perguntado como escolhia o nome de técnico da Seleção Brasileira. Ele respondeu sem vergonha nenhuma que ele e alguns amigos muito próximos. E que ligava para um ou outro especialista no ramo (deve ser o Parreira ou Zagalo!!!). Senti naquela resposta um pouco de amadorismo e algo muito centralizador.
Não sei se teremos tempo suficiente, mas a mudança deve ser mais radical. Em todos os cargos da CBF. O momento é propício e favorável para tomar essa decisão. Agora é a HORA.
Vamos colocar quem entende do esporte nessas posições. Por quê não pensar em um perfil como Bernardinho?
Acredito em um papel de maior liderança da CBF. Não limitar as ações apenas com o futebol profissional da Seleção Brasileira. A integração com o Setor Público também é desejável.
Qual o papel que ela pode desempenhar ?
- Formação de novos atletas e cuidar para que não saiam tão cedo do País;
- Criar projetos para as escolas de ensino fundamental, que hoje oferecem cada vez menos esportes e disputam seus alunos com as novas drogas do mercado, como o "crack";
- Recuperar os clubes falidos desse país;
- Organizar a várzea, completamente deteriorada, de onde saem muitos talentos;
- Formação de novos técnicos de futebol, recuperando nossa cultura e metodologia, e buscando o que há de melhor no exterior.
O novo Presidente deve sair da "caixa" e sair daquela postura conhecida do "cartola" antigo, onde a política predomina e a ajuda aos amigos está em primeiro lugar.
A ideia de manter os amigos e manter o pensamentos de décadas atrás não me parece o melhor modelo.

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