Essa história se confirmando, a atitude de Abel Braga com o possível convite para comandar o Corinthians é de se admirar.
Se todo profissional fosse assim...
Demitir o Tite seria cometer o mesmo erro que o São Paulo cometeu quando mandou embora Muricy Ramalho em 2009. O tricolor paga o preço até hoje. O Fluminense sofre porque mandou Abel Braga embora. O Coritiba mandou seu técnico após algumas derrotas. Hoje está pior.
O Palmeiras, com todos os problemas extra-campo, apostou, mesmo depois de várias derrotas, o Gilson Kleina. O Botafogo mantém Oswaldo de Oliveira. O Cruzeiro colhe os frutos hoje.
Os exemplos de manutenção de técnicos por longa data são poucos e, no Brasil, continuamos a insistir no resultado a curto prazo, uma verdade "roleta-russa". O resultado a curto prazo acaba acontecendo por sorte ou porque o técnico consegue aplicar alguma metodologia para levantar o astral, a auto-estima do grupo. O técnico que consegue atingir o grupo nesse aspecto, ganha "gordura" para implementar o seu esquema tático. O que não consegue, o final é um só: a demissão. E vai para casa com o sentimento de incompetência, o que é muito injusto.
É triste, mas o planejamento esta bem distante da nossa cultura. Hoje, posso dizer com segurança, porque estive do lado do empregado e, atualmente, do empregador. É muita "barbaridade" que a gente vê por aí.
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